A partir de 2012, ônibus e caminhões devem sair das fábricas com um novo sistema antipoluição. A mudança obedece às normas estabelecidas pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve 7), regulamentado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
De acordo com as montadoras, o sistema pode reduzir a emissão de material particulado – a fuligem que causa doenças respiratórias – em 80% e de óxidos de nitrogênio em 60%. “Basicamente as mudanças são no motor e duas tecnologias estão disponíveis: uma de injeção de uréia, que faz o caminhão emitir menos poluentes e outra que é uma recirculação dos gases, que tem o mesmo efeito”, explica André Botelho, gerente de concessionária.
As novas exigências devem encarecer os veículos entre 15% e 20%. Além disso, os novos motores também dependem de um novo combustível: o diesel S 50, que contém 50 partes de enxofre por milhão – o atual tem 1,8 mil partes por milhão.
Os postos de combustível não são obrigados a vender o novo diesel e, segundo o sindicato, a maioria não está adaptada para receber este tipo de produto. “Existe também um investimento alto para estocagem do produto e uma preocupação por parte dos donos de postos: se realmente vai existir a demanda do produto, ou não”, diz Adolfo Oliveira, diretor regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de São Paulo (Sincopetro).
De acordo com a resolução do Conama, os veículos fabricados antes de janeiro de 2012 não precisam se adaptar ao sistema.